quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Seu filho já passou por algum tipo de triagem ou avaliação?


A detecção precoce da escoliose é sempre a melhor opção. Em algumas regiões já se adotou a prática das triagens escolares onde crianças e adolescentes entre 10 e 15 anos são examinados por um profissional treinado. O exame é rápido e é feito através da observação da coluna na posição em pé e também com o tronco flexionado à frente. Esta conduta é chamada de Teste de Adams e procura visualizar assimetrias no tórax e/ou nas costas do indivíduo, que podem ser um sinal indicativo da presença de escoliose. Quando se verifica qualquer assimetria no Teste de Adams a criança é encaminhada para o médico que poderá pedir o exame de Raios -X para confirmar o diagnóstico e mensurar a magnitude da curvatura, ou ainda, poder ser encaminhada para um fisioterapeuta que procederá com uma avaliação postural completa e, se necessário, solicitará o exame de Raios-X.

Lembrando que o exame de Raios-X  para escoliose deve ser feito em ortostase (em pé) onde serão registradas imagens no sentido ântero-posterior e no perfil. Neste exame o principal indicador utilizado é o ângulo de Cobb que mensura em graus a magnitude da inclinação das vértebras.

Os médicos e fisioterapeutas dispõem ainda de outros recursos avaliativos como a avaliação postural propriamente dita, que pode seguir diferentes procolos, desde uma avaliação mais subjetiva e observacional, como proposto por Santos (2001), até avaliações mais quantitativas realizadas por biofotogrametria e analisadas por software, como proposto por Furlaneto (2012). O escoliômetro é outro equipamento simples e de fácil manuseio que também é capaz de fornecer informações a respeito da presença de escoliose e sua magnitude, mensurando a rotação vertebral em graus. Já existem, inclusive, aplicativos para smartphones que substituem o instrumento, facilitando ainda mais sua utilização.

Enquanto nosso Estado não adota esta prática, os responsáveis devem tomar a iniciativa.
Fique atento!

Isis Navarro é fisioterapeuta, Sócia do Consultório de Fisioterapia e Pilates (https://goo.gl/yJAGh6) e aluna especial do Mestrado do Programa de Pós Graduação em Ciência do Movimento Humano e pesquisadora convidada do grupo de pesquisa BIOMEC/UFRGS

Um comentário:

  1. Importantíssimo cuidar prováveis desvios na coluna desde cedo, pois com o tempo só piora se não tratado e, dependendo do grau, causa muito incômodo, não apenas esteticamente, mas pela dor.

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